A amizade é como a
sombra da tarde:
Cresce até o ocaso da Vida.
La Fontaine (poeta
francês)
A cumplicidade que nasce da
amizade alimenta-nos e acolhe-nos, ao fazermos um pedaço de estrada juntos.
Através
dos encontros que se sucedem, partilhamos o crescimento de cada um, bem como o
crescimento da relação a dois.
À
medida que continuamente crescemos por dentro, vamos mudando e o amigo também.
Ao mudarmos, modificamos também a nossa relação que, também ela, se vai
alimentando da personalização de cada um, e por isso, vai crescendo, vai-se
transformando, vai-se adaptando e readaptando, vai-se renovando continuamente.
Ao
nos fazermos e ao nos refazermos continuamente, numa programação e
reprogramação continuas, rumo a um estado de perfeição cada vez maior, apesar
dos nosso limites humanos, evoluímos sem cessar.
Numa palavra:
vivemos! E vivemos cada vez com maior qualidade existencial, cada um per si, e
os dois juntos, de mãos dadas.
A
vida transforma-se e transforma-nos e, nessas alturas de grandes mudanças
interiores, o amigo surge-nos como uma bênção, uma graça divina.
As
amizades mais fortes surgem em períodos importantes das nossas vidas, em que
sentimos o tempo passar por nós, marcando-nos positivamente e negativamente,
envelhecendo-nos fisicamente, ao mesmo tempo que nos esforçamos por manter uma
juventude interior, que não tenha nada a ver com a idade cronológica.
Uma
amizade, em determinadas alturas do nosso viver, é como um oásis no meio do
deserto das nossas vidas.
Por
vezes o amigo é como a nossa imagem refletida no espelho, é um pouco de nós,
funde-se conosco no nosso eu mais íntimo.
A
amizade é uma experiência de entrega recíproca, apóia-se na alegria e na
canseira, na fidelidade e na atenção, na escuta e no silêncio, na
disponibilidade e na partilha. É um sentimento nobre e gratuito, porque as
relações que criam amor nunca conhecem a linguagem do “preço”.
Minha bênção e minha
prece
Pe. Felipe Perez
Pároco
– Paróquia N.S. do Rosário
Fevereiro de 2012

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